segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Erotismo no séc. XIX (1)



Ingres, Banho Turco

O século XIX viu evoluções no desenvolvimento da sensibilidade erótica ocidental. Poder-se-ia dizer que as atitudes de uma grande parte do público contemporâneo, apesar das profundas mudanças sociais e intelectuais, têm ainda as suas raízes no século XIX.

Eugene Deveria, Harém

Existem basicamente duas narrativas no erotismo deste período. Uma tem a ver com a fantasia romântica. Isto pode assumir várias facetas, mas uma das mais comuns é a do devaneio oriental, copiosamente representado na arte da época, desde o tempo de Ingres (1780-1867) e Delacroix (1798-1863) em diante, e certamente presente na ficção da época.

Jean Leon Gerôme, O Banho Turco

A outra, e fundamentalmente a mais importante, é o realismo - a representação da vida do dia-a-dia. Foram as pinturas e narrativas realistas eróticas que causaram uma grande perturbação às autoridades da época. Daí, por exemplo, o libelo fracassado do romance de Flaubert Madame Bovary (1857), e o tumulto ocasionado pelo Olympia de Manet (1865) e pelo seu Déjeuner sur l' herbe (1863).

Manet, Déjeuner sur l' herbe

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