segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Anaïs Nin (Vida - Parte I)



Anais Nin será sempre conhecida pelas suas inúmeras conquistas e aventuras amorosas, pela sua atitude libertina em relação ao amor e, sobretudo, pela perversidade e promiscuidade sexual. Porém, através desta vida de excessos, esconde-se uma obra literária sem precedentes e uma mulher que sempre viveu como se fizesse, ela própria parte da ficção de um romance qualquer.

Anais Nin era um mistério feito de dualidades. Procurava a verdade feminina, mas vivia uma vida cheia de mentiras. Acusada de ser narcisista, o seu maior medo era a rejeição. Procurava o grande amor, porém, era incapaz de se entregar a um só homem. Viveu uma vida de extremos, de exageros e extravagâncias... até se tornar uma lenda.

Durante toda a sua vida, as revelações mais íntimas de Anais forma compiladas nas páginas dos seus diários. Um relato de memórias que a transformariam num símbolo maior da literatura contemporânea. Anais desejou toda a sua vida ser uma pioneira literária. Morreu antes de ser consagrada como a mais importante das escritoras eróticas. Mas, como as mulheres dos seus romances, Anais nunca conseguiu reconciliar-se consigo mesma. "Havia uma mulher que tinha cem rostos", escreveu ela em 1931. "Ela mostrava uma face a cada pessoa e, assim, foram precisos cem homens para escrever a sua biografia". Porém, ninguém pode ter a certeza se até mesmo as suas memórias pessoais revelam o verdadeiro rosto de Anais Nin.

I had a feeling that Pandora's box contained the mysteries of woman's sensuality, so different from man's and for which man's language was inadequate. The language of sex had yet to be invented. The language of the senses was yet to be explored. D.H. Lawrence began to give instinct a language, he tried to escape the clinical, the scientific, which only captures what the body feels.
Diários, vol. III

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